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Lançamento
A África de Sebastião Salgado
Novo livro do fotojornalista junta 30 anos de fotografia. Textos de Mia Couto no volume de 300 páginas
O consagrado fotojornalista Sebastião Salgado apresentou ontem em Lisboa "África", o seu mais recente livro. A obra compila imagens captadas ao longo de três décadas em mais de 40 reportagens.
É um retrato da África profunda - e que inclui textos do escritor moçambicano Mia Couto. O livro, capa dura e 336 páginas, está à venda a 50 euros.
A obra divide-se em três partes. A primeira debruça-se sobre a região sul do continente, juntando imagens a preto e branco de paisagens e povos de Angola, Moçambique, Malawi, Zimbabwe, Namíbia e África do Sul.
A segunda parte centra-se na região dos Grandes Lagos, amealhando fotografias do Quénia, Congo, Tanzânia, Uganda, Burundi e Ruanda. A última parte dedica-se à região sub-sariana, nomeadamente a países como Etiópia, Mali, Senegal e Sudão.
Sebastião Salgado nutre especial carinho pelo continente. 'As primeiras fotos que fiz foi em África", recordou ontem, na Fnac do Colombo. O fotojornalista demonstrou ainda admiração por Mia Couto: "Gosto da forma como ele escreve e como pensa", apontou, confessando ter ficado "muito feliz com a junção dos textos às imagens".
Salgado, 63 anos, sempre fotografou os excluídos, sendo célebres os seus trabalhos "Êxodos", "O berço da desigualdade" ou "Trabalhadores" . Vencedor de inúmeros prémios, pauta o olhar pela filantropia e o altruísmo, colaborando com instituições como a Unicef, Médicos sem Fronteiras, Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados e Amnistia Internacional.
"As minhas fotos sempre foram usadas para ajudar instituições a encontrar fundos", frisou, aproveitando a ocasião para alertar "Temos que pensar mais em África; é um continente que só deu até agora, desde as navegações portuguesas.
A História mostra-nos como os Africanos foram pilhados e ou eliminados ". Cristiano Pereira
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