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Olhar a ciência e a saúde como “áreas de excelência em termos económicos”

  • 19-03-2021
  • 11:17
  • Expresso OnLine

Projetos Expresso. Depois da discussão em torno da vacinação para a covid-19, os especialistas injetaram uma elevada dose de confiança no sistema regulatório europeu e na produção científica. À sexta-feira, o Expresso e a Apifarma fazem um apanhado dos momentos que marcaram a semana no âmbito do projeto Mais Saúde, Mais Europa 
 
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Apesar da perda progressiva de autonomia estratégica na área da saúde, ao longo das últimas décadas, a União Europeia está a trabalhar para inverter a tendência e aumentar a sua competitividade científica. No final do ano passado, a líder comunitária Ursula von der Leyen deixava claro que a Europa precisa de desenvolver soluções e antecipar as dificuldades de futuras crises sanitárias. Isto é possível através do reforço do apoio público ao investimento em inovação que permita aos estados-membros tornarem-se mais resilientes. “Este é um pensamento extremamente inteligente”, afirma João Almeida Lopes. O responsável pela Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma) não tem dúvidas de que a pandemia lembrou os europeus que não podem estar dependentes de mercados externos, quer na produção de conhecimento, quer no fabrico de fármacos, sejam eles quais forem. Contudo, o robustecimento da competitividade europeia depende diretamente da implementação dos quatro pilares essenciais que orientam a presidência portuguesa do Conselho da UE e os objetivos comunitários – resiliência, justiça social, digitalização e sustentabilidade. 
 
“É fundamental garantir acompanhamento e apoio da economia nestas áreas de excelência da saúde, que são também áreas de excelência em termos económicos”, diz. É por isso que considera “altamente meritórios” programas como o Horizonte Europa, apresentado pela presidência em fevereiro, que vai colocar €95 mil milhões ao serviço da inovação científica até 2027. A intenção é atingir a meta de 3% do PIB europeu em investimento, público e privado, em investigação e desenvolvimento, recuperando a competitividade industrial da união. Portugal, que tem discutido a possibilidade de vir a ser um produtor de vacinas, “tem muita competência e muitos cientistas” que podem ser colocados ao serviço do país e da economia, assinala Almeida Lopes. 
 
Até julho, o Expresso, com o apoio da Apifarma, vai acompanhar em permanência a atividade da presidência portuguesa do Conselho da UE no âmbito do projeto Mais Saúde, Mais Europa e lançar a discussão através de dois eventos - "Liderança Europeia na Saúde", a 7 de abril, e "Cancro: Cada Dia Conta", a 26 de maio. Os principais desafios, as oportunidades e os momentos-chave dos próximos três meses de liderança serão reportados e analisados para lhe dar conta de como está a UE a trabalhar para um futuro mais resiliente, socialmente justo, digital e sustentável.

Número Referência(s) APIFARMA: 3 | Número Referência(s) ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA: 1 | Número Referência(s) JOÃO ALMEIDA LOPES: 1

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